A construção da ponte que une Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai, atingiu sua fase final na quarta-feira (15), com uma extensão de 1.294 metros.
Este projeto inclui dois viadutos de acesso e um segmento central de 632 metros, atravessando o Rio Paraguai como parte da Rota Bioceânica. Este importante empreendimento de infraestrutura visa conectar o Brasil ao Chile, passando pelo Paraguai e Argentina, reduzindo em 17 dias o tempo de transporte das mercadorias brasileiras até os mercados asiáticos.
Embora a conclusão da obra estivesse inicialmente programada para maio de 2026, o cronograma teve que ser ajustado devido a questões técnicas e atrasos durante a execução dos trabalhos.
Com supervisão do Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai, a ponte é financiada pela Itaipu Binacional e construída por um consórcio formado por empresas brasileiras e paraguaias chamado PYBRA, com um investimento estimado em cerca de US$ 100 milhões.
O início da construção ocorreu em 2022, mas em 2024 houve uma interrupção quando a Receita Federal iniciou uma investigação sobre as práticas aduaneiras na área. Em 2025, com mais de 80% da obra concluída, tornou-se uma das primeiras entregas da Rota Bioceânica.
A proposta é estabelecer uma conexão terrestre entre os oceanos Atlântico e Pacífico, criando uma alternativa às rotas tradicionais para o escoamento das exportações do Brasil e dos países vizinhos. Paralelamente, está sendo construída a rodovia PY-15, conhecida como Picada 500, no lado paraguaio, que atravessa o Chaco paraguaio e integra o corredor logístico.
No Brasil, o acesso à ponte está sendo construído pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) a partir da BR-267.
O plano inclui a pavimentação de 13,1 quilômetros de rodovia e a construção de seis pontes e um viaduto. O investimento federal para essa obra foi atualizado para aproximadamente R$ 472 milhões pelo DNIT e posteriormente ajustado para cerca de R$ 496 milhões nas informações do governo federal.
A importância desse trecho está na sua capacidade de conectar a ponte internacional à malha rodoviária brasileira.
Conforme projeções do governo brasileiro, essa nova rota pode gerar movimentações comerciais anuais em torno de US$ 2 bilhões entre os países sul-americanos que fazem parte deste corredor integrado.
