BRICS registra aumento de 62% nas exportações de Defesa, alcançando receita de US$ 4,11 bilhões

Conforme informações oficiais do governo indiano, as exportações no setor de Defesa atingiram em março de 2026 o impressionante total de US$ 4,11 bilhões, representando um aumento de 62% em comparação ao ano anterior.

No intervalo entre 2024 e 2025, o montante registrado foi de US$ 2,52 bilhões, evidenciando um avanço significativo para esse segmento, impulsionado por políticas industriais que visam diminuir a dependência de produtos estrangeiros.

O principal programa voltado para essa transformação é o Make in India, lançado em 2014 pelo governo, que promove a transferência de tecnologia e a expansão industrial em pelo menos 27 setores econômicos. Isso inclui não apenas a Defesa, mas também áreas como eletrônica, farmacêutica, têxtil, energias renováveis e automotiva.

No que tange aos investimentos institucionais, o Ministério da Defesa anunciou recentemente um novo pacote em março, que destina US$ 25 bilhões ao aprimoramento militar. Esses recursos serão utilizados para desenvolver e adquirir sistemas de defesa aérea, aeronaves de transporte, drones de ataque e munições avançadas.

A Índia atualmente realiza exportações para mais de 80 países, com seus principais parceiros comerciais no setor militar sendo nações do Sudeste Asiático, além de países africanos e latino-americanos.

O portfólio indiano abrange desde armamentos simples como munições e armas leves até plataformas mais complexas como drones, sistemas de artilharia e embarcações militares.

Particularmente na área de drones, o país tem investido em mais de 600 empresas locais dedicadas à produção tanto para defesa quanto para fins comerciais, com um mercado previsto de US$ 4 bilhões até 2036.

A integração das tecnologias de Inteligência Artificial também tem sido uma prioridade. O país utiliza dados para aprimorar sistemas ofensivos como o Chanakya, um modelo descentralizado desenvolvido para coordenação autônoma entre Veículos Aéreos Não Tripulados (UAVs), com suporte financeiro governamental.

Dentre os novos projetos estão os drones kamikaze dos programas KAL e Sheshnag-150 e os drones stealth conhecidos como Ghatak, que já estão sendo submetidos a testes regulares.

No setor dos armamentos pesados, a Índia se destaca com o míssil de cruzeiro supersonico BrahMos. Este projeto é resultado da colaboração com a Rússia e já recebeu pedidos das Filipinas.

Conforme informações do Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI), a Índia ocupa a posição de segundo maior importador mundial de armamentos, superada apenas pela Ucrânia. Além disso, é classificada como a quinta maior em termos de gastos militares globalmente.

By Fala SP

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