O Outubro Rosa é uma campanha anual dedicada à conscientização sobre o câncer de mama. Durante este mês, diversas instituições públicas, organizações de saúde e entidades sociais se mobilizam para disseminar informações sobre prevenção, diagnóstico precoce, realização de exames e acesso a tratamentos adequados.
Conforme as últimas previsões do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar aproximadamente 78.610 novos casos da doença anualmente entre 2026 e 2028. Esse número indica uma taxa estimada de 71,57 casos a cada 100 mil mulheres. Excluindo os cânceres de pele não melanoma, essa enfermidade é a mais prevalente entre as mulheres brasileiras.
Em 2024, o INCA reportou que houve 20.849 óbitos decorrentes do câncer de mama no país. A idade é um fator de risco significativo, com cerca de 80% dos casos ocorrendo após os 50 anos. Embora seja mais comum entre mulheres, homens também podem ser diagnosticados com a doença.
Sinais a serem observados
O câncer de mama pode se manifestar através de diversos sinais. Entre os principais indicativos que merecem atenção estão o surgimento de nódulos endurecidos ou que aumentam de tamanho, alterações na forma do mamilo, retração ou modificações na pele da mama, aparência semelhante à casca de laranja e secreção sanguinolenta por um dos mamilos.
A presença de qualquer alteração não significa automaticamente que há um tumor maligno. No entanto, o Ministério da Saúde recomenda que quaisquer sinais persistentes ou suspeitos sejam examinados por um profissional qualificado. Quando necessário, a mamografia diagnóstica pode ser solicitada independentemente da idade do paciente. Exames complementares como ultrassonografia e biópsia também podem ser realizados durante a investigação.
O INCA enfatiza a importância das mulheres conhecerem seu corpo e observarem suas mamas em momentos cotidianos, como ao tomar banho ou ao se vestir. Essa prática auxilia na detecção de possíveis mudanças, mas não substitui a avaliação médica nem os exames preventivos como a mamografia.
Mamografia e rastreamento
As diretrizes atuais do Ministério da Saúde recomendam que mulheres entre 50 e 74 anos realizem mamografias a cada dois anos caso não apresentem sinais ou sintomas. Para aquelas na faixa etária de 40 a 49 anos, o exame pode ser feito sob demanda após discussão sobre riscos e benefícios com um profissional da saúde. Para mulheres acima dos 74 anos, a decisão deve levar em consideração as condições clínicas e expectativas de vida individuais.
Pessoas com histórico familiar significativo ou risco elevado devem passar por uma avaliação personalizada. Nesses casos, as orientações sobre acompanhamento e início dos exames podem diferir das diretrizes gerais aplicáveis à população em geral.
Hábitos que ajudam na redução do risco
Embora o câncer de mama não tenha uma única causa identificada, fatores como idade, histórico reprodutivo e predisposições genéticas hereditárias são inalteráveis. Outros aspectos estão associados ao estilo de vida e ao ambiente em que se vive.
De acordo com o INCA, manter um peso saudável, praticar exercícios regularmente, seguir uma dieta equilibrada e evitar bebidas alcoólicas são atitudes que podem contribuir para minimizar o risco da doença. A amamentação também oferece um efeito protetor significativo.
A campanha Outubro Rosa visa aumentar a conscientização sobre essas práticas preventivas e facilitar o acesso aos serviços de saúde. Dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), as Unidades Básicas de Saúde desempenham um papel crucial como ponto inicial para orientações sobre alterações nas mamas e para encaminhamentos para exames quando necessário.
