Lula defende a soberania nacional e critica Flávio Bolsonaro por sua lealdade a Trump: “se fosse para prender miliciano, ainda estaria lá

Durante um discurso marcante nesta sexta-feira (29), o presidente Lula enfatizou a importância da Petrobrás ao anunciar novos investimentos na estatal em Sergipe. Ele defendeu a autonomia do Brasil e criticou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por ter buscado a “interferência” de Donald Trump, ao fazer lobby para que o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) fossem considerados organizações terroristas.

“Não aceitamos ser tratados como crianças. Não somos uma republiqueta. Tive uma conversa de três horas com o presidente Trump, onde entreguei quatro documentos, incluindo um sobre o combate ao crime organizado. Marco Rubio não estava presente, possivelmente porque estava preparado para apoiar um filho de um bolsonarista que se atreve a pedir intervenção americana no Brasil. Joaquim Silva do Reis ficaria envergonhado ao saber que há um candidato à presidência que vai aos Estados Unidos solicitar essa intervenção. Se ele quisesse pedir a prisão de milicianos, eles estariam presos lá. Essa é a verdade”, afirmou, comparando Flávio Bolsonaro a um traidor dos inconfidentes mineiros.

Comentando a decisão de Rubio após a visita de Flávio Bolsonaro, Lula afirmou que as facções criminosas são consideradas “terroristas” por causarem perturbação nas famílias e nas comunidades, além de roubarem os direitos básicos das pessoas, como o direito à vida livre. Contudo, ele reforçou que “vamos combatê-los aqui dentro”.

O presidente também recordou que mencionou a Trump que as armas utilizadas pelo tráfico são provenientes dos Estados Unidos e cobrou uma colaboração mais ativa do país nas investigações da Polícia Federal (PF), que identificaram que os fuzis estão relacionados à lavagem de dinheiro realizada em Delaware, um conhecido paraíso fiscal americano.

“Queremos os terroristas brasileiros que estão lá. Eles sabem que as armas contrabandeadas para o Brasil vêm dos EUA. A Polícia Federal entregou um documento ao Trump. O Brasil está pronto para colaborar no combate ao crime organizado. Começaremos por Delaware, onde ocorre lavagem de dinheiro envolvendo brasileiros. Precisamos também entregar [Alexandre] Ramagem, condenado a 16 anos e escondido lá. Além disso, vamos entregar Ricardo Magro, o maior contrabandista de combustível do país, preso pela PF e Receita com 250 milhões em combustível contrabandeado; ele está em Miami. Entreguei a Trump seu nome e foto da casa dele. Se quer combater o crime organizado, me entregue nossos criminosos que estão nos Estados Unidos.”

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By Fala SP

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