Ypê: Vigilância da Anvisa sobre produtos começou após contaminação na fábrica em 2025

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quinta-feira (7) a interdição da produção e o recolhimento de produtos da marca Ypê. Essa ação foi motivada por um “histórico de contaminação microbiológica” que ocorreu na fábrica da empresa em novembro de 2025, conforme apontado pela própria agência.

Em 2025, a Anvisa já havia ordenado o recolhimento de lotes específicos de detergentes para roupas devido à presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa.

Os produtos que foram retirados do mercado naquela ocasião incluíam lava-roupas líquido Ypê Express, lava-roupas líquido Tixan Ypê e lava-roupas líquido Power Act.

A fiscalização realizada na última semana de abril de 2026 aconteceu em função desse histórico, somada a novos dados que revelaram a necessidade de reavaliar as condições de produção na unidade.

O ocorrido em novembro de 2025 continuou sob monitoramento sanitário, o que levou à nova inspeção para verificar se as Boas Práticas de Fabricação estavam sendo observadas e se as ações implementadas pela empresa eram efetivas.

A análise mais recente da Anvisa revelou falhas no sistema de qualidade, controle microbiológico, processos produtivos, limpeza e sanitização, além da rastreabilidade dos produtos. Todas essas questões são fundamentais para evitar desvios microbiológicos.

A Anvisa destacou que existe uma conexão técnica entre os problemas anteriores e a necessidade de intensificação das fiscalizações. Embora a medida atual se baseie nos resultados encontrados na inspeção realizada em abril de 2026.

Contextualização do caso

Nesta quinta-feira (7), a Anvisa decidiu pelo recolhimento dos produtos fabricados pela Química Amparo sob a marca Ypê, abrangendo itens como lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetantes com numeração final 1. A produção desses itens ocorre em uma unidade localizada em Amparo, no interior de São Paulo.

Além do recolhimento, a agência também suspendeu a fabricação, comercialização e distribuição dos produtos afetados por essa medida.

Segundo informações da Anvisa, essa decisão foi tomada após uma avaliação técnica sobre os riscos sanitários realizada em colaboração com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS). A análise foi feita após uma inspeção conjunta com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP) e a Vigilância Sanitária local.

Durante as verificações, foram detectadas diversas irregularidades significativas em etapas críticas do processo produtivo. Entre os problemas identificados estão deficiências nos sistemas de garantia da qualidade, na produção e no controle dos produtos finais.

A Anvisa alertou que essas falhas comprometem o cumprimento das Boas Práticas de Fabricação (BPF) aplicáveis aos saneantes e representam um risco à saúde pública, incluindo o potencial para contaminação microbiológica com microrganismos patogênicos indesejados presentes nos produtos.

By Fala SP

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