Mulher enfrenta 13 minutos de terror para se libertar de tentativa de estupro em seu lar

A nutricionista Jéssica Santos, de 35 anos, enfrentou uma luta desesperada de aproximadamente 13 minutos por sua vida ao ser atacada em seu apartamento por um homem que havia invadido o local com a intenção de estuprá-la. O incidente ocorreu no dia 23 de maio, na cidade de Barueri, localizada na Grande São Paulo.

Em seu relato, Jéssica afirmou que o agressor, identificado como Wellington de Oliveira Santos, com 36 anos, entrou no seu apartamento e dirigiu-se ao quarto. Ao perceber a presença de um estranho, ela simulou estar dormindo, já que seu namorado havia saído algumas horas antes. O homem subiu em cima dela, tapou sua boca e insinuou que estava armado. Contudo, Jéssica se levantou da cama e começou a aplicar técnicas de defesa pessoal desde o início do ataque.

“Ele colocou a mão na minha boca e ordenou para eu ficar quieta, além de fazer gestos como se estivesse armado. Quando ele se aproximou, eu já estava em pé na cama e comecei a gritar perguntando quem era ele. Imagine só acordar com um desconhecido ao seu lado!”, relatou a vítima.

<spanNaquele dia, seu namorado saiu para trabalhar por volta das 7h e deixou a porta destrancada, algo que Jéssica considerava seguro dentro do prédio onde residia. No entanto, às 8h37, o invasor entrou em seu apartamento. Às 8h50, as câmeras de segurança registraram Jéssica correndo para fora em busca de ajuda após 13 minutos de intensa luta contra o agressor.

“Eu realmente briguei pela minha vida e, se fosse uma criança ou uma pessoa mais vulnerável que não soubesse se defender, ele certamente teria cometido atrocidades e ainda conseguiria sair do prédio sem ser notado”, declarou Jéssica, que possui experiência em muay thai, boxe, jiu-jítsu e defesa pessoal.

A vítima sofreu ferimentos durante a agressão; Wellington desferiu socos, puxou seus cabelos e tentou sufocá-la enquanto a derrubava da escada. Jéssica relembra que mesmo quando o agressor conseguiu dominá-la na cama, ela lutou para se libertar.

“Ele estava em cima de mim e eu tentava me livrar dele. Com muito esforço, fiz uma elevação do quadril e consegui jogá-lo para o outro lado da cama. Em seguida, fui até meu criado-mudo tentar pegar meu celular”, contou.

Em um momento crucial da luta, Jéssica imobilizou Wellington aplicando um mata-leão. No entanto, as agressões persistiram e a mulher decidiu fingir fraqueza para recuperar suas forças. “Eu estava esgotada e temi pelo pior”, revelou.

“Desisti temporariamente de lutar com os braços para tentar respirar. Eu sabia que não poderia soltar suas pernas porque isso poderia custar minha vida. Assim que relaxei os braços ele disse para eu não gritar enquanto tentava me sufocar”, lembrou.

Quando o agressor se levantou momentaneamente, Jéssica aproveitou a oportunidade para chutá-lo contra a parede e desferir mais socos nele antes de conseguir subir as escadas e buscar ajuda.

Pedido de socorro

Após escapar do ataque, Jéssica começou a bater nas portas dos vizinhos clamando por socorro. As câmeras mostraram que Wellington rapidamente seguiu atrás dela após sua fuga.

Os registros de segurança mostram que apenas uma mulher atendeu à porta. Ao perceber a gravidade da situação, ela correu em auxílio à Jéssica. Outros moradores também saíram após ouvirem os gritos dela e ajudaram a conter Wellington até a chegada da polícia.

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) em Barueri, sob acusações de tentativa de estupro, lesão corporal e violação de domicílio. O celular do acusado foi apreendido para investigar mensagens ou contatos que possam indicar se ele estava monitorando Jéssica ou agiu com cúmplices.

“Fita dada”

Jéssica também relatou que durante o ataque Wellington repetia: “Cala a boca, é fita dada”. Ele alegou ter monitorado a vítima há algum tempo; no entanto, ela não o reconheceu.

Agressor implora para não ser preso

<span.No decorrer da audiência de custódia, Wellington implorou pela liberdade alegando precisar cuidar de seu pai idoso, de 74 anos. Ele ainda afirmou estar embriagado no momento da invasão e disse não saber onde estava entrando quando acessou o prédio e o apartamento da vítima. Chegou até a mencionar que não sabia usar elevador.

O agressor negou ter agredido ou tentado estuprar Jéssica e afirmou não conhecê-la.

Para garantir a segurança da vítima após os acontecimentos traumáticos vividos por ela, o juiz decidiu converter sua prisão preventiva em prisão domiciliar.

Documentos obtidos indicam que Wellington possui um histórico criminal significativo. Em 2017 foi condenado a 11 anos e 4 meses por crimes como estupro e roubo utilizando arma; esses crimes ocorreram em 2015.
Após cumprir parte dessa pena recebendo progressão ao regime semiaberto em 2020,
ele passou ao livramento condicional em julho de 2021.

By Fala SP

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