Mulheres organizam mobilização nacional para exigir aprovação do PL contra a Misoginia

Com a votação do Projeto de Lei 896/2023, que visa criminalizar a misoginia, se aproximando na Câmara dos Deputados, o Levante Mulheres Vivas está convocando a sociedade para uma mobilização digital. O intuito é exercer pressão sobre os parlamentares para que o projeto seja aprovado.

A proposta, que já foi aprovada de forma unânime pelo Senado, equipara a misoginia a crimes como preconceito e discriminação, colocando-a ao lado do racismo e da homofobia. As sanções previstas variam de 2 a 5 anos de prisão, além da aplicação de multas. Além disso, o PL aumenta as penalidades para ofensas realizadas na internet com fins lucrativos ou de engajamento e estabelece campanhas públicas para combater o ódio e a discriminação contra mulheres.

Para impulsionar essa iniciativa, o movimento desenvolveu uma plataforma que possibilita aos cidadãos localizar seus deputados federais, iniciar um diálogo e apresentar justificativas para a aprovação do PL, convertendo-o em lei.

Segundo o movimento, a ideia é transformar ações individuais em uma pressão coletiva organizada que não possa ser ignorada.

“Conseguimos um avanço significativo no Senado e estamos próximos da aprovação na Câmara Federal. A mobilização online e a pressão pública serão cruciais para garantir que o projeto siga adiante e se torne lei, protegendo as vidas de todas as mulheres e meninas brasileiras”, destacou Rachel Ripani, cofundadora do movimento.

A plataforma pode ser acessada em levantemulheresvivas.org. Confira abaixo como utilizá-la.

Métodos para pressionar os deputados

<spanNo site levantemulheresvivas.org, qualquer pessoa tem a oportunidade de enviar uma mensagem diretamente ao seu deputado federal. Para isso, é necessário preencher um campo com seu nome e e-mail, além de selecionar quais parlamentares deseja contatar. É permitido escolher até 30 deputados.

<spanApós isso, escolha qual plataforma de e-mail utilizar para enviar a mensagem pré-formatada disponibilizada pela plataforma. Veja o texto sugerido abaixo:

Prezado(a) Deputado(a),

Dirijo-me a você para solicitar apoio à aprovação do PL 896/23, que visa proteger mulheres contra comportamentos que promovam discriminação, hostilidade e violência.

A violência contra as mulheres provoca destruição em famílias, deixa filhos sem mães e enfraquece comunidades, comprometendo valores essenciais que devem ser preservados pela sociedade brasileira. Ninguém deve sofrer perseguições ou violências apenas por ser mulher.

Esse projeto representa uma resposta firme do Estado contra comportamentos que atacam a dignidade feminina e comprometem o respeito mútuo que deve pautar nossa convivência social. Proteger mulheres significa também proteger famílias, crianças e o tecido social como um todo no Brasil.

Aguardamos seu apoio para que o Congresso Nacional ofereça uma resposta clara em defesa da vida, segurança e respeito às mulheres. 

Sobre o Levante Mulheres Vivas

<spanO Levante Mulheres Vivas surgiu em dezembro de 2025 através da atriz Rachel Ripani e outras ativistas. Desde então, ganhou força nas redes sociais, se tornando uma das principais mobilizações recentes contra a violência de gênero no Brasil.

<spanNo dia 7 de dezembro de 2025, foram realizadas manifestações simultâneas em 21 estados e mais de 100 cidades brasileiras, reunindo milhares de pessoas em protesto contra o aumento do feminicídio. O evento contou com a participação de ministras, parlamentares, artistas e diversas personalidades públicas.

<spanA mobilização apresenta uma pauta nacional abrangente reconhecendo o feminicídio como uma emergência nacional. Elaborada coletivamente por mulheres de diferentes regiões do país e estruturada em oito áreas estratégicas, essa pauta foca no combate à violência contra mulheres e meninas. Entre as propostas urgentes estão:

  • Delegacias da Mulher com atendimento 24 horas;
  • Casas-Abrigo com acolhimento imediato;
  • Sistema judiciário com resposta rápida;
  • Autonomia imediata para mulheres em situação de risco;
  • Proteção integral aos filhos das mulheres agredidas;
  • Paridade feminina obrigatória nos setores público e judicial;
  • Regulação das plataformas digitais visando combater ódio e violência online;
  • Orçamento obrigatório com cumprimento total da Lei Orçamentária.
By Fala SP

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